O treino preparatório desta quinta-feira à tarde do Ceará, no estádio Presidente Vargas, visando ao compromisso deste domingo, diante o São Paulo, não teve presença de torcida nem imprensa. E quem não gostou nada da decisão da diretoria alvinegra foi o funcionário público Raimundo Aragão Alves, de 50 anos, que mora em Rondônia há 25 anos e, de férias em Fortaleza, aproveitou para matar a saudade do time do coração.

- É uma pena acontecer este tipo de coisa. Sinceramente, não entendo como um clube de futebol faz de tudo para separar a torcida dele. Mas não tem problema, vou continuar a amar o meu Vovô - disse Raimundo Aragão.

Amor antigo

Nascido perto do campo do Ceará, em Porangabuçu, Raimundo Aragão Alves relata que desde os cinco anos acompanha o Alvinegro de perto. E tem na memória momentos marcantes.

- Não sai da minha memória duas formações do Ceará: o do tricampeonato de 1961,1962 e 1963 - com George, William, Alexandre, Benício, Mauro Calixto, Ivan Carioca, Gildo, Charuto, Carlito, Carneiro e Aloísio Linhares e do tetracampeonato com Sérgio Gomes; Júlio, Artur, Darci e Dodô; Edmar, Erasmo e Amilton Melo; Jangada, Ivanir e Tiquinho. Foram grandes times, e tenho orgulho de ter visto esta geração jogar. Oh! saudade - relembra já com olhos lacrimejados.

Confiança

Mesmo com a distância, Raimundo Aragão está por dentro de tudo que acontece no Ceará e crê que, aos poucos, o time vai dar a volta por cima.

- Graças a Deus, existe a internet. Lá em Roondônia, sempre arranjo um tempinho para ler notícias sobre o Vovô. Sobre o atual momento, acredito que com a chegada do Belletti e, com as renovações de Iarley e a provável vinda do Mota, o Ceará permanecerá mais um ano na elite do futebol brasileiro - conta.


Informações Globo Esporte

 





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